Estratégias de aprendizagem e metodologias de ensino estão em constante evolução, e a forma como o reforço escolar e as aulas são conduzidas hoje é bem diferente do que muitos de nós vivenciamos no passado. Graças ao avanço da internet e dos dispositivos digitais, até as gerações mais jovens se sentem totalmente à vontade na sala de aula digital.
No entanto, um problema ainda persiste e aparece como uma das principais questões na ciência da leitura — os jovens estudantes muitas vezes não se interessam pela leitura, e muitos deles também têm dificuldades de leitura. Mas, graças à variedade de dispositivos inteligentes, à presença da internet e à familiaridade dos alunos com diferentes aplicativos, podemos recorrer a instruções online de leitura e estratégias de intervenção para ajudar os estudantes a desenvolver a compreensão leitora e adquirir habilidades de alfabetização adequadas ao seu nível escolar.
Como ajudar leitores com dificuldades a aprimorar suas habilidades com intervenções digitais
Cada leitor é diferente, e todos nós nos relacionamos com os textos de maneiras distintas. O mesmo vale para quem enfrenta dificuldades de leitura ou possui algum transtorno de aprendizagem. Isso significa que a abordagem ideal para intervenções digitais deve variar de caso a caso. Ainda assim, intervenções digitais de alfabetização podem beneficiar praticamente todos e contemplar a maior parte das necessidades dos alunos ao:
- Oferecer acompanhamento personalizado e feedback: O instrutor deve usar suas habilidades para avaliar as necessidades do aluno e adaptar o programa com base nos pontos fortes e nas capacidades de leitura de cada um.
- Usar ferramentas multissensoriais e interativas: Aprender brincando é muito mais gostoso, principalmente quando falamos de estudantes mais novos. Oferecer jogos interativos, como quizzes e quebra-cabeças, torna a experiência mais produtiva e divertida.
- Garantir variedade suficiente nos materiais de leitura: Ler sempre o mesmo tipo de texto é entediante, independentemente do nível de leitura, e o tédio atrapalha a fluência e torna a instrução ineficaz. O professor deve variar, disponibilizando uma gama diversificada de materiais.
- Acompanhar o progresso do aluno: O principal objetivo das intervenções é permitir que o aluno desenvolva habilidades de compreensão e, como todas as estratégias de leitura devem ser baseadas em evidências, monitorar o progresso possibilita que o professor ajuste a abordagem sempre que necessário.
As 5 estratégias de intervenção
Um bom instrutor só é limitado pela própria criatividade. Se você é responsável por ensinar compreensão de leitura, consciência fonológica e habilidades fonéticas, existem inúmeras estratégias de intervenção que podem ser usadas para ajudar os estudantes e incentivar a leitura independente no futuro. Se estiver em busca de ideias, confira nossas cinco principais recomendações abaixo.
Ouvir textos em áudio
Textos em áudio são uma ferramenta fantástica que permite aos alunos acessar e aproveitar textos de uma forma diferente, ou seja, sem depender apenas da leitura tradicional. Como ouvir e ler são habilidades complementares de compreensão, ouvir, por exemplo, audiolivros pode aprimorar bastante as habilidades de leitura.
Se você quer que seus alunos melhorem a fluência e as habilidades de decodificação, não deixe de conhecer o Speechify, a melhor plataforma online de audiolivros, criada pela mesma equipe do recurso texto para fala. O aplicativo foi desenvolvido especialmente para pessoas com dislexia e outras dificuldades de leitura, então será uma mão na roda na sua sala de aula.
Usando jogos
Como já dissemos, brincar é divertido. Gamificar a abordagem e incorporar elementos interativos, como jogos de tabuleiro e videogames, deixará suas aulas mais leves e agradáveis e, consequentemente, mais produtivas. Você ainda pode premiar os alunos que atingirem determinadas metas.
Usando programas de texto para fala
Ferramentas de texto para fala são uma adição fantástica ao arsenal de todo professor. Aplicativos como o Speechify suportam vários idiomas e permitem ampla personalização, trazendo mais variedade às aulas de leitura oral. Sem contar que funcionam com todos os formatos de texto, permitindo transformar até textos impressos em arquivos de áudio.
Transformando recursos tradicionais de leitura em recursos digitais
Você provavelmente conhece e já usou flashcards e ferramentas semelhantes no ensino antes. Não há motivo para não continuar usando-os em formato digital. Utilizar flashcards com novas palavras e definições pode ajudar a ampliar e manter o vocabulário, além de favorecer o reconhecimento e a diferenciação das palavras.
Incentivando a discussão online
Se você trabalha com grupos pequenos, pode ser interessante criar espaços digitais de discussão e pedir aos alunos que compartilhem opiniões e reflexões sobre os textos estudados. Discussões em grupo constroem confiança e também incentivam o uso da linguagem e o estudo de palavras, ambos essenciais nas fases iniciais da leitura.
Qual a diferença entre intervenção de Nível 1, Nível 2 e Nível 3
Ao analisar programas digitais de intervenção em leitura e educação especial, provavelmente você encontrará diferentes níveis de intervenção. Eles são parecidos e, no fim das contas, têm o mesmo objetivo: ampliar a competência leitora. Contudo, diferem em aplicabilidade e intensidade.
- Nível 1: Esse é o tipo básico de apoio, que pode ser oferecido a todos os estudantes e geralmente é utilizado em sala de aula. Foca em instruções simples, porém explícitas, tarefas de leitura e materiais graduados.
- Nível 2: Normalmente usado em sessões individuais com alunos em risco de ficarem para trás. O instrutor foca na interação direta, propõe prática extra de leitura e trabalha leitura visual, decodificação, resumo etc.
- Nível 3: Essas intervenções são intensas. Ou seja, geralmente são reservadas para estudantes com grande dificuldade de leitura, que não conseguem atingir os níveis desejados utilizando apenas os programas dos Níveis 1 e 2.
Quais programas de intervenção em leitura são mais eficazes?
Os programas de intervenção mais eficazes são aqueles construídos a partir dos pontos fortes e fracos de cada estudante. Entretanto, existem métodos consagrados como eficientes para estimular o progresso em leitura, tanto individualmente quanto em pequenos grupos.
- Orton-Gillingham: Provavelmente é a abordagem mais famosa e eficaz. Foca em atividades multissensoriais que ensinam a relação letra–som, soletração e decodificação de palavras.
- Reading Recovery: Programa voltado para alunos mais jovens, baseado em sessões individuais para aprimorar as habilidades de leitura.
- Instrução de Leitura Baseada em Evidências (EBRI): Excelente para alunos do ensino fundamental II (4º ao 8º ano), envolvendo vocabulário, decodificação e compreensão ampla da linguagem.

