Ao ensinar alunos com dislexia, não dá para simplesmente deixá-los por conta própria. Mas, além do suporte emocional, o que mais pode ser feito por crianças disléxicas? Você pode começar implementando ferramentas assistivas.
O que é dislexia e como ela afeta as pessoas
A dislexia é um dos mais comuns transtornos de aprendizagem, influenciando como o cérebro processa as informações. Ela impede que os portadores consigam ler, escrever e memorizar coisas de forma eficiente. Ao contrário do que muitos pensam, pessoas com dislexia não são menos inteligentes que as outras. Essa condição não está relacionada à inteligência. Em geral, acredita-se que ela se desenvolve devido a certos fatores genéticos e impacto ambiental. Indivíduos com dislexia costumam ter dificuldades em ligar as palavras escritas aos sons que elas representam. Podem até se destacar em matemática ou outras áreas, mas ler e entender perguntas será mais difícil. Eles têm dificuldade em dominar a compreensão de leitura e tarefas de ditado. Alguns também podem ter dificuldade para organizar seus pensamentos. Por consequência, têm problemas para gerenciar suas tarefas e seguir instruções. Além disso, pessoas com dislexia podem ter dificuldade em lembrar encontros ou compromissos. Também podem calcular mal o tempo necessário para tarefas específicas, o que pode comprometer sua gestão do tempo. Alunos disléxicos ainda costumam ter dificuldade com direções. Ficam ansiosos ou se perdem quando precisam ir a lugares desconhecidos e frequentemente acham difícil dar ou seguir instruções de direita e esquerda devido à maneira como seus cérebros funcionam.
A importância das ferramentas para alunos com dislexia
Embora essa dificuldade de aprendizagem possa ter efeitos a longo prazo, existem diversas formas de ajudar crianças com dislexia. Principalmente, aplicativos assistivos e ferramentas (por exemplo, SmartPen, ou softwares de correção ortográfica e previsão de palavras) podem ajudá-las a aprender a escrever, ler e aprimorar sua comunicação. Quando utilizadas corretamente, essas ferramentas fazem com que percebam não apenas que são capazes de aprender – mas também de conquistar grandes realizações. Ao entenderem que a dislexia não é incapacitante, ficam mais motivados a aprender. Ferramentas diferentes podem ser úteis para professores, tutores e profissionais de saúde, que não precisam contar apenas com sua experiência para ajudar alunos disléxicos. Eles podem também recorrer a ferramentas específicas disponíveis para laptops, iPads e aplicativos Android. Esses dispositivos fornecem informações de maneiras variadas. Essa abordagem permite que cada aluno aprenda usando métodos que melhor se adaptam à sua condição e necessidade. Outra grande vantagem de plataformas como Microsoft, Chrome, iOS e outras tecnologias é serem compatíveis com plataformas que leem em voz alta o conteúdo escrito. Assim, crianças podem eliminar a ansiedade relacionada às leituras e acessar áudios simples para melhorar a compreensão. Veja as ferramentas de dislexia mais práticas:
Audiolivros
Os audiolivros são uma tecnologia assistiva muito popular para dislexia. Eles auxiliam estudantes na decodificação de palavras e atribuição de sentido. Oferecem informação de duas maneiras (auditiva e visual), reforçando o reconhecimento de palavras, a fluência, o desenvolvimento de vocabulário e a compreensão. Além disso, os audiolivros são perfeitos porque permitem que crianças com dislexia foquem no significado em vez de se prender à decodificação palavra por palavra. Permitem acesso a conteúdo acima de seu nível atual, acelerando o aprendizado. Eles reduzem a frustração e aumentam a confiança, já que possibilitam que leiam sozinhos sem sentir a pressão de acompanhar os colegas de classe. Isso torna as atividades mais prazerosas e pode melhorar a tomada de notas. Por fim, os audiolivros aproximam os disléxicos da literatura, ajudando a construir uma base sólida de conhecimento. Eles abrem portas para mundos mágicos de histórias e romances, permitindo que mergulhem em livros de alta qualidade como seus colegas.
Tecnologia assistiva
No mundo tecnológico de hoje, as crianças preferem aprender com aplicativos de ponta. O mesmo vale para alunos com dislexia. Há diversas plataformas disponíveis, mas Speechify é, sem dúvida, a melhor opção. Essa plataforma de texto para fala (TTS) transforma textos escritos em palavras faladas por meio de vozes com inteligência artificial. Os estudantes podem usar a versão com acompanhamento para seguir o texto com mais facilidade. Isso é fundamental ao ensinar pessoas disléxicas. Speechify facilita o dia a dia do disléxico porque permite ler sem se preocupar com as dificuldades. Torna-os mais eficazes, favorece sua produtividade em sala de aula e ajuda a compreender rapidamente o conteúdo. Ademais, permite ajustar a velocidade das gravações para adequar-se ao ritmo de cada aluno. Esses recursos robustos eliminam barreiras de leitura impostas por condições como TDAH, autismo, dislexia e outros transtornos. Outras tecnologias assistivas que podem ajudar a reduzir os efeitos da dislexia incluem smart pens e softwares de zoom ou realce, permitindo que a criança foque em cada palavra individualmente.
Ferramentas multissensoriais
Outra maneira eficiente de ajudar alunos com dislexia é incorporar ferramentas multissensoriais. Elas integram elementos de ensino cinestésico (movimento), tátil (toque), auditivo e visual. Ativam diferentes áreas do cérebro, ajudando a criança a descobrir o estilo de aprendizagem mais adequado para ela. São eficazes para todos os grupos, mas funcionam especialmente bem para pessoas com dislexia. Em vez de depender apenas da leitura, podem usar outros tipos de estímulos para aprender. A abordagem multissensorial é bastante versátil e pode ser utilizada em praticamente qualquer disciplina, desde matemática e ciências até artes cênicas, inglês e outros idiomas.
Flashcards ou aplicativos que usam flashcards
Os flashcards podem fazer maravilhas para aprendizes com dislexia. Como já mencionado, o cérebro deles não se adapta bem ao aprendizado com livros didáticos tradicionais. O método dos flashcards parte justamente desse princípio da educação especial. Flashcards trazem informações em pedaços curtos e objetivos, que você pode enriquecer com imagens coloridas e áudio. Isso ajuda a quebrar a monotonia dos textos comuns de leitura. Para crianças, você pode preparar flashcards para ensinar números, letras ou sons das letras e palavras. Para adultos, é possível utilizar a repetição para ajudá-los a aprender vocabulário mais complexo. Como encontrar as ferramentas ideais para cada aluno Alunos com dislexia respondem de forma diferente a estímulos variados, e encontrar a estratégia certa para cada caso pode ser difícil. Ainda assim, você pode combinar os métodos acima para personalizar a abordagem:
- Reforce o conteúdo com áudio de alta qualidade para alunos visuais.
- Faça com que os alunos cinestésicos aprendam por meio de ações ou experiências (por exemplo, encenando cenas de livros ou aulas).
- Permita que o aluno escolha a velocidade da fala ao usar o Speechify.
- Pergunte aos alunos quais são seus formatos preferidos, como PDFs, Google Docs e e-mails.
- Inclua ferramentas e aplicativos que funcionem em todos os dispositivos, como iPhones, outros aparelhos Apple, smartphones Android e Kindle.
Como implementar o aplicativo de texto para fala Speechify em sala de aula
Speechify não é feito só para profissionais – ele também é ideal para o ambiente escolar. O aplicativo apoia estudantes com dislexia com inúmeros recursos. Por exemplo, é possível escolher a velocidade da gravação e o formato de entrada para atender todos os aprendizes. A plataforma ainda permite escolher entre vozes realistas de IA que tornam as aulas mais vivas, mesmo os encontros mais monótonos. Speechify garante aprendizagem otimizada e ajuda a elevar as habilidades de leitura, especialmente em pessoas com dislexia.

